Resíduos Clínicos

Este espaço foi criado com o intuito de trocar informação sobre os resíduos hospitalares e a sua gestão a nível nacional, visto estarmos a realizar as nossas Teses de Mestrado dentro deste âmbito. Ficamos à espera do seu contributo, e cá deixamos o nosso!!Carla e Patrícia

Wednesday, November 30, 2005

Quercus exige fecho da incineradora do Júlio de Matos


A Quercus reivindicou hoje o encerramento da incineradora de resíduos hospitalares do hospital Júlio de Matos, em Lisboa, por emitir poluentes acima dos valores limite, mas a entidade gestora da instalação garante que as normas são cumpridas.
A associação ambientalista não se conforma com a «incineradora no centro da cidade», nas proximidades de uma zona residencial e de um infantário, e vai apresentar esta quarta-feira argumentos contra o licenciamento desta instalação em conferência de imprensa frente ao hospital Júlio de Matos.
De acordo com a Quercus, um estudo demonstrou uma «ultrapassagem muito significativa das emissões de compostos carcinogénicos (dioxinas) durante o funcionamento (da incineradora) em 2004».
A incineradora em causa situa-se no Parque de Saúde de Lisboa (na Avenida do Brasil), que engloba, entre outros serviços, o Hospital Júlio de Matos, tendo sido recentemente alvo de um estudo de impacte ambiental (EIA) que se encontra agora em fase de consulta pública.
«A incineradora nem sequer está licenciada. Foi pedido um EIA para tentar regularizar esta situação», disse o vice-presidente da Quercus, Francisco Ferreira.
Por resolver está também um contencioso com Bruxelas, depois da Quercus ter apresentado queixa contra a queima ilegal de lixo hospitalar em instalações que não foram sujeitas a avaliação de impacte ambiental.
O responsável da Quercus afirmou que a versão simplificada do EIA (resumo não-técnico), que está disponível para consulta, «é uma vergonha».
«O resumo não-técnico nunca fala em resíduos perigosos e não revela alguns dados que constam do estudo e que indicam que a incineradora já teve grandes problemas ao nível de emissões», argumentou.
Fonte da Direcção Geral de Saúde (DGS) disse à Lusa que este organismo está à espera do parecer da Comissão de Avaliação do EIA para decidir se existem condições para licenciar a incineradora.
Quanto ao contencioso com Bruxelas, «o Estado já respondeu, estando a DGS a aguardar o desenrolar do processo».
Contactado pela Lusa, o Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) negou o incumprimento, recorrendo a pareceres do Instituto do Ambiente que constatam o cumprimento das normas de emissão e salientam mesmo que, no último trimestre de 2005, «os valores apresentaram uma franca melhoria».
Paulina Martins, administradora do SUCH com o pelouro dos resíduos, frisou que, em 2004, o Instituto do Ambiente constatou igualmente o cumprimento das normas de emissão, com excepção de alguns picos no que respeita ao ácido clorídrico.
«Isso acontece porque nalguns casos recebemos embalagens de resíduos com grande concentração de plásticos o que provoca um aumento deste valores durante a queima», justificou.
A responsável do SUCH garantiu, no entanto, que o sistema é dotado de auto-regulação e que os valores regressam automaticamente ao normal alguns minutos a seguir.
O SUCH monitoriza em contínuo as emissões de partículas e poluentes como o ácido clorídrico, monóxido de carbono, dióxido de enxofre, compostos orgânicos voláteis e ácido fluorídrico, enviando relatórios trimestrais para o Instituto do Ambiente.
Paulina Martins considerou também que a incineradora nem sequer deveria estar sujeita a um EIA porque o que está em causa é uma requalificação e não um novo equipamento.
«Esta é a segunda requalificação da incineradora que visa conceder-lhe melhores condições», disse, acrescentando que «a DGS já devia ter assumido este licenciamento há muito tempo».
A requalificação foi decidida no âmbito do Plano Estratégico para os Resíduos Hospitalares, elaborado em 1997, que visou o encerramento de 32 incineradoras hospitalares, mantendo em funcionamento apenas a do Júlio de Matos e a do hospital de São João, no Porto (entretanto encerrada).
«Se esta incineradora for fechada não haverá maneira de tratar os resíduos hospitalares do Grupo IV de forma adequada em Portugal», advertiu a mesma responsável.
O Grupo IV refere-se a resíduos hospitalares específicos, de incineração obrigatória, como peças anatómicas identificáveis, fetos, placentas, cadáveres de animais de experiência laboratorial e materiais cortantes como agulhas.
A incineradora do Hospital Júlio de Matos incinera por dia mais de seis toneladas de lixo, tendo capacidade para destruir 260 quilogramas de resíduos por hora.
Em 2004, das 1.506 toneladas de resíduos hospitalares recolhidas pelo SUCH, 1.114 foram incineradas nesta instalação.
As restantes foram destruídas na incineradora do hospital Garcia de Orta (Almada) e exportadas.
Diário Digital / Lusa

Monday, November 28, 2005

Lixos hospitalares exportados





Portugal gastou em Março cerca de 100 mil euros a exportar lixos hospitalares perigosos devido a uma paragem no incinerador do Hospital Júlio de Matos. "A unidade está no limite da sua capacidade. Como é a única no País a queimar resíduos deste tipo, sempre que há uma avaria somos obrigados a exportá-los", disse ao DN Paulina Martins, da administração do Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH). A criação de um novo incinerador é, por isso, essencial, considera o SUCH.O plano estratégico de resíduos hospitalares admite a criação de um segundo incinerador. Mas a questão não é pacífica. Embora o SUCH considere essencial, a Direcção-geral de Saúde (DGS) não partilha da opinião e diz que ainda não há dados que permitam decidir.A leitura que o SUCH faz da evolução do problema é diferente. "Se cada vez há mais triagem de resíduos nas unidades hospitalares, há cada vez mais resíduos. Sendo perigosos têm mesmo que ser incinerados. Não podemos correr o risco de os enviar para um aterro e provocar um problema de saúde pública".Na opinião dos ambientalistas, a criação de uma nova unidade de queima não se justifica. "Não há resíduos suficientes para sustentar uma segunda unidade. Não podemos criá-la, gastando milhões de euros, e depois encerrá-la por falta de rentabilidade", explica Rui Berkemeier, da Quercus. A Quercus defende que os cortoperfurantes (resíduos actualmente incluídos no grupo IV) deveriam ser transferidos para o grupo III, podendo ser autoclavados.
Diário de Notícias
13/4/05
http://dn.sapo.pt/2005/04/13/sociedade/lixos_hospitalares_exportados.html

Quercus queixa-se a Bruxelas de queima ilegal de resíduos hospitalares


Na TSF: "O funcionamento ilegal das incineradoras dos hospitais Júlio de Matos (Lisboa), Garcia de Horta (Almada) e Amadora/Sintra e a falta de tratamento dos gases emitidos por duas destas unidades, foram hoje alvo de queixa da Quercus à Comissão Europeia." "Segundo a Quercus, aquelas três instalações de queima de lixo hospitalar não foram sujeitas a avaliação de impacte ambiental, estando a laborar ilegalmente, e duas delas (Garcia de Horta e Amadora/Sintra) não fazem qualquer tratamento dos gases que libertam para a atmosfera e que contém dioxinas, um poluente que provoca o cancro.«O não tratamento dos gases resultantes da queima de resíduos hospitalares perigosos constitui um perigo para a saúde pública, especialmente a das populações que vivem próximo daqueles dois hospitais e a das crianças e idosos, mais frágeis», disse à Agência Lusa Pedro Berkemeier, da Quercus.Quanto às emissões atmosféricas do incinerador do hospital Júlio de Matos, a Quercus diz ter conhecimento de que são sujeitas a tratamento, mas os dados sobre essas emissões não são públicos, «pelo que se desconhece se cumprem ou não a legislação».Para travar a continuação da «laboração ilegal» daquelas três incineradoras, e em particular das duas sem tratamento de gases, a Quercus apresentou uma queixa contra o Estado português à comissária europeia do Ambiente, Margot Wallstrom."
10 de Janeiro de 2003

TSF
http://quercus.sensocomum.pt/pages/defaultArticleViewOne.asp?storyID=1020

Sunday, November 27, 2005

Recolha de Embalagens de Medicamentos fora de uso


Em nome da Saúde, mas também do Ambiente, os medicamentos fora de uso, porque deles já não necessitamos ou porque estão fora de prazo, e até as embalagens vazias, devem ser entregues nas farmácias, a partir de onde serão encaminhados para um destino seguro. Sem riscos para as pessoas e para a natureza.
Crianças e idosos são as faixas mais vulneráveis a acidentes envolvendo medicamentos. Todos nós sabemos como a curiosidade infantil não tem limites e uma caixa cheia de medicamentos – de diversas cores e formatos – surge, ao olhar de uma criança, como um mundo novo a descobrir. A tentação de os manusear é grande, o risco de levar à boca um xarope – adocicado no cheiro – ou um comprimido – às vezes parecem-se com as drageias de chocolate – é igualmente grande. Já os idosos, perante a multiplicidade de medicamentos acumulados e porque eles próprios tomam vários em simultâneo, podem ser facilmente induzidos em erro em relação à sua correcta utilização.

O que fazer então? O primeiro passo é fazer uma revisão periódica da sua farmácia doméstica, separando os medicamentos fora de uso daqueles que ainda pode guardar e depois entregá-los na sua farmácia.

http://www.valormed.pt/

Um estudo da Universidade Nova de Lisboa sobre o estado do ambiente nos Açores, ontem divulgado, revela a existência de "alguns problemas" na protecção aos recursos hídricos e tratamento de lixos nas ilhas. (...) O estudo sobre o estado do ambiente nos Açores abrangeu outros vectores como alterações climáticas, ambiente sonoro, ar, energia, natureza e biodiversidade, promoção e gestão ambiental, recursos naturais, riscos, solo e transportes. (...) O estudo revela que a produção de resíduos sólidos está a aumentar e os valores per capita são já superiores ao continente.Regista-se ainda um número significativo de vazadouros, face aos aterros sanitários em funcionamento, bem como um número significativo de locais onde é feita a deposição ilegal de resíduos.Verifica-se igualmente que não existe um destino final adequado para os resíduos industriais e resíduos industriais perigosos, do mesmo modo que se desconhece o tratamento e destino final de uma grande quantidade de resíduos hospitalares.
Colin Marques
Diário dos Açores
21/12/2002
http://www.da.online.pt/

"O Mercado dos Resíduos em Portugal"


O estudo do IST - encomendado pela Associação das Empresas Portuguesas para o Sector do Ambiente (AEPSA) - teve em conta os resíduos produzidos pelos hospitais públicos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), hospitais oficiais não públicos, hospitais privados e centros de saúde. A conclusão é a de que, em 2001, foram produzidas mais de 176 mil toneladas de resíduos hospitalares, sendo que 28.656 toneladas são resíduos perigosos (grupo III e IV).
Tendo em conta os dados recolhidos junto dos diversos estabelecimentos públicos e privados e considerando que o Executivo pretende construir dez novos hospitais, o estudo do IST sublinha que os sistemas de tratamento instalados são manifestamente insuficientes para que os resíduos hospitalares perigosos sejam submetidos, na sua totalidade, a um processo de tratamento adequado.

Jornal Expresso
21 Novembro 2002
http://online.expresso.clix.pt/interior/default.asp?id=24735245

LIXO CONTAMINADO INTOXICA MULHERES


Duzentos quilogramas de resíduos hospitalares por recolher provocaram ontem a intoxicação de duas funcionárias de um laboratório particular de análises clínicas nas Caldas da Rainha.

Jornal Correio da Manhã
2003-02-14
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=22377&idCanal=10

45 toneladas de resíduos perigosos enviados para destruição no Continente


Uma empresa dos Açores enviou no último ano para destruição no Continente cerca de 45 toneladas de resíduos hospitalares perigosos provenientes de centros de saúde, laboratórios e lares de terceira idade do arquipélago.Segundo Jorge Stone, a Higiaçores, a única empresa das ilhas licenciada para este tipo de serviço, foi responsável pela exportação para Lisboa de uma média de quatro toneladas por mês deste tipo de resíduos, considerados perigosos (Grupo IV).Esse nível resíduos hospitalares requer uma eliminação por incineração ou auto-clavagem, processo efectuado no parque de saúde de Lisboa, disse.Além disso, ao abrigo de um protocolo, seguiram também em 2003 para destruição no Continente cerca uma tonelada de medicamentos fora de prazo, recolhidos junto de algumas farmácias das ilhas, disse.Algumas farmácias dos Açores possuem armazenadas várias toneladas de medicamentos à espera de seguirem para o Continente para o mesmo fim.
Diário dos Açores
5/3/2004
E:\blog\Diário dos Açores.htm

Portugal em tribunal por questões ambientais

A Comissão Europeia apresentou queixa no Tribunal de Justiça Europeu contra Portugal por transposição incorrecta da directiva sobre a avaliação de impacto ambiental. Outros cinco processos poderão seguir o mesmo caminho. Para já, foram enviadas as últimas advertências escritas, todas por incumprimentos no domínio do ambiente.
O processo que deu origem a recurso junto do tribunal diz respeito à avaliação de impacto ambiental. A directiva exige que as autoridades analisem o impacto dos projectos de infra-estruturas no ambiente e que seja tido em conta no processo de aprovação. A última advertência foi em Dezembro de 2004. As autoridades portuguesas reafirmaram a intenção de alterar o decreto-lei, mas a Comissão não recebeu nenhuma comunicação de alteração.
Os outros cinco processos, dois deles noticiados ontem, são as últimas advertências sobre a incineração de resíduos hospitalares, tratamento de águas residuais e poluição atmosférica.
Relativamente à incineração de resíduos hospitalares, o caso refere-se à existência de três unidades de incineração em Lisboa a funcionar sem licença. Duas foram encerradas, uma mantém-se em funcionamento.
Quanto ao tratamento de águas residuais, o processo diz respeito a 17 aglomerados habitacionais, de todo o país, com mais de 15 mil habitantes, cujas águas residuais não são sujeitas a tratamento adequado.
O último processo é sobre poluição atmosférica. Portugal identificou Lisboa e Porto como as zonas mais afectadas e, em Outubro de 2004, as autoridades disseram que os planos de redução de poluição estavam em preparação, mas a Comissão não os recebeu.
Virgínia Alves
Jornal de Notícias
13/7/2005

Thursday, November 24, 2005

Resíduos Hospitalares

Este espaço foi criado com o intuito de trocar informação sobre os resíduos hospitalares e a sua gestão a nível nacional, visto estarmos a realizar as nossas Teses de Mestrado dentro deste âmbito. Ficamos à espera do seu contributo, e cá deixamos o nosso!!
Carla e Patrícia