Resíduos Clínicos

Este espaço foi criado com o intuito de trocar informação sobre os resíduos hospitalares e a sua gestão a nível nacional, visto estarmos a realizar as nossas Teses de Mestrado dentro deste âmbito. Ficamos à espera do seu contributo, e cá deixamos o nosso!!Carla e Patrícia

Sunday, November 27, 2005


Um estudo da Universidade Nova de Lisboa sobre o estado do ambiente nos Açores, ontem divulgado, revela a existência de "alguns problemas" na protecção aos recursos hídricos e tratamento de lixos nas ilhas. (...) O estudo sobre o estado do ambiente nos Açores abrangeu outros vectores como alterações climáticas, ambiente sonoro, ar, energia, natureza e biodiversidade, promoção e gestão ambiental, recursos naturais, riscos, solo e transportes. (...) O estudo revela que a produção de resíduos sólidos está a aumentar e os valores per capita são já superiores ao continente.Regista-se ainda um número significativo de vazadouros, face aos aterros sanitários em funcionamento, bem como um número significativo de locais onde é feita a deposição ilegal de resíduos.Verifica-se igualmente que não existe um destino final adequado para os resíduos industriais e resíduos industriais perigosos, do mesmo modo que se desconhece o tratamento e destino final de uma grande quantidade de resíduos hospitalares.
Colin Marques
Diário dos Açores
21/12/2002
http://www.da.online.pt/

4 Comments:

  • At 3:54 AM, Blogger Desambientado said…

    Comentando um pouco essa notícia, desconheço que resíduos industriais perigosos são produzidos nos Açores. Vocês tem alguma ideia?
    Quanto aos resíduos hospitalares, creio, que são enviados para Espanha para serem incenerados conjuntamente com os restante resíduos portugueses dessa natureza.

     
  • At 12:26 PM, Blogger Resíduos Clínicos said…

    Caro Desambientado:
    Segundo o Decreto-Lei nº 239/97 de 9 de Setembro, são Resíduos Industriais os resíduos gerados em actividades industriais, bem como os que resultem de actividades de produção e distribuição de electricidade, gás e água. No mesmo Decreto-Lei surge a definição de Resíduos Industriais Perigosos – “São todos os resíduos que, em função das suas características de inflamabilidade, corrosividade, reactividade, toxicidade ou patogenicidade, apresentam riscos para a saúde pública ou para o meio ambiente”.
    A produção de resíduos estimada para a RAA é de 147 688 t, das quais 2% correspondem a Resíduos Industriais Perigosos (RIP) (dados de 2003). A maior parte da produção concentra-se em São Miguel e Terceira. Em termos de RIP destacam-se claramente os Óleos usados e resíduos de combustíveis líquidos. Estes resíduos representam cerca de 80% dos quantitativos totais de RIP.
    Os quantitativos de resíduos com destino declarado correspondem a 50% da produção total estimada para os RIP. A valorização é a operação privilegiada como destino final destes resíduos e a queima é o segundo destino mais representativo (neste caso os resíduos são queimados para destruição sem qualquer tipo de aproveitamento).
    De salientar que não é afastada a hipótese de, no quadro da informação veiculada pelas empresas, serem essencialmente declarados os destinos mais adequados, sendo os menos adequados omitidos.
    No Plano Estratégico de Resíduos Industriais e Especiais dos Açores 2005-2010 (disponível no site da Secretaria Regional do Ambiente - http://sra.azores.gov.pt/) é possível obter mais informação sobre a produção deste tipo de resíduos por Ilha; a comparação entre os valores do Arquipélago e os valores nacionais e internacionais; análise por sectores de actividade entre muitas outras informações.

     
  • At 12:58 PM, Blogger Desambientado said…

    As pessoas até ficam sem palavras com respostas destas.
    Se cada resposta que vocês dão vem tão bem fundamentada como esta, passarão a vida a trabalhar para o Blog. Ou já tem isso tudo preparado?

     
  • At 11:44 AM, Blogger Cidalia said…

    Quem faz por gosto não se cansa de dar respostas destas não é Carla e Patrícia?

     

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